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Projetos Especiais

Usuário 24 Horas do Porto de Santos

A questão central envolvendo o “Usuário 24 Horas” diz respeito à viabilidade do transporte rodoviário de grãos e contêineres em horários noturnos de dias úteis (20 às 6h00) e aos finais de semana e feriados, períodos em que os acessos rodoviários ao Porto apresentam ociosidade. Aspectos de segurança de motoristas, ajudantes, veículos, cargas e seus reflexos em prêmios de seguro, bem como adicionais noturnos de fretes poderão ser superados na medida em que a insistência no horário diurno provoque acréscimos expressivos de custos operacionais de carretas e caminhões, com a maior lentidão dos fluxos de veículos e a deterioração dos níveis de serviço dos acessos.

Por razões regulatórias e de financiamentos, há um quadro de imprevisibilidade na implementação de novos projetos rodoviários e ferroviários que melhorem o desempenho e aumentem a capacidade dos acessos a instalações do complexo portuário santista. A situação agrava-se pela pressão da demanda por serviços logísticos de cargas, caracterizada não apenas pelo aumento das importações com o simultâneo crescimento das exportações pelo Porto, mas também pelo maior fluxo de passageiros entre as Regiões Metropolitanas de São Paulo e da Baixada Santista. A consolidação do “Usuário 24 Horas” será elemento de fundamental importância para os ganhos de produtividade dos ativos logísticos existentes, indispensáveis na transição do momento atual até a retomada efetiva dos investimentos.

Exportações nas modalidades Delivered

Considerando-se Santos como referência, a reorganização dos serviços de navegação de longo curso nos últimos anos implicou na redução da quantidade de serviços (joint services) e na diminuição do número de armadores e de escalas no Porto. Tendo em vista o crescimento dos fluxos de contêineres cheios de comércio internacional, tal reorganização levou as consignações médias a crescerem cerca de 97%, de 2010 a 2017, quando passaram de 651 para 1.283 TEUs cheios por atracação, crescimento também observado no decorrer de 2018. O maior intervalo entre uma atracação e a seguinte implica na elevação de estoques em trânsito, com maiores lotes de cargas para atender às demandas de importadores, acarretando o aumento do custo de capital de giro de exportadores.

A questão que emerge desse quadro é a definição estratégica do local de posicionamento de estoques para recompor os níveis de rentabilidade, explorando-se ao mesmo tempo um diferencial de competitividade com agregação de valor no atendimento a clientes. Entre as opções, a maior proximidade ao importador, com exportações nas modalidades Delivered, deve ser , cuidadosamente, avaliada. Estoques posicionados em países-alvo poderão, inclusive, facilitar o comércio eletrônico, ampliando-se, assim, canais de vendas nesses mercados.

Expansão de exportações setoriais

Com o aumento das vendas externas e o crescimento da base de empresas exportadoras. Ações nesse sentido serão promovidas por entidades empresariais com atuação nacional, estadual ou regional, estando inseridas no contexto de descentralização de movimentos que visam o fortalecimento da competitividade com foco na expansão das exportações. Criam-se, assim, condições para a formação do “competidor global”, capaz de ganhar e preservar mercados em países-alvo das vendas externas, onde compete com fornecedores locais e estrangeiros, e suficientemente robusto para suplantar a concorrência de produtos importados em nosso País.

Ações nesse sentido estarão amparadas em mobilizações e sensibilizações promovidas por tais entidades, seguidas de oficinas técnicas de capacitação por área de gestão, na forma de workshops (relacionados em Faça o seu Projeto). Estas estarão voltadas a temas sensíveis a redução de custos e de tempos a atendimento a pedidos, bem como a agregação de valor ao produto exportado.

Foco em países com dinamismo importador

Com a participação de Câmaras de Comércio e Consulados, o Projeto envolve a análise e discussão de experiências exitosas de vendas a determinados países com dinamismo importador, explorando-se seus aspectos culturais, questões específicas de acesso a canais de distribuição e barreiras não-tarifárias.

Os assuntos serão tratados em eventos do tipo Doing Business With, seguidos de ações para a expansão de vendas a esses mercados. Essa iniciativa também levará em conta os ajustes nas economias e importações de países-alvo das exportações brasileiras associados às barreiras tarifárias impostas por importantes atores do comércio internacional.

Internacionalização de municípios

Com a participação de prefeituras e entidades empresariais, como centros de indústrias, associações comerciais e sindicatos rurais. As ações estarão focadas no fomento das exportações locais com o objetivo precípuo do aumento da renda e do nível de emprego no município. Empresas exportadoras da região desempenharão importante papel, na medida em que suas experiências sejam compartilhadas com a comunidade envolvida no esforço exportador.

O êxito dessa iniciativa, também, facilitará atração de novos investimentos na região. Em face da abordagem sistêmica da competitividade, o destaque para indicadores de sustentabilidade socioambiental, tais como escolaridade da população, tratamento de resíduos sólidos e saneamento básico, na medida do possível, será valorizado.

Atenção especial será dada aos Padrões Voluntários de Sustentabilidade (PVS), cuja implementação fortalecerá a competitividade de empresas, com práticas sustentáveis nas perspectivas social, ambiental e econômica.


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